Faltam dez dias para o regresso à Taça Ibérica

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20/12/2021

A contagem decrescente já começou. No próximo dia 30 de Dezembro, o Campo das Olaias será o palco da 42.ª edição da Taça Ibérica, num encontro que marcará a terceira presença do Técnico na tradicional competição que coloca em confronto os campeões de Portugal e de Espanha.

Será a melhor forma de concluir um ano histórico para o Técnico. No penúltimo dia de 2021, nas Olaias jogará o Valladolid Rugby Asociación Club (VRAC), 23 anos depois de o El Salvador, o outro grande clube espanhol de Valladolid, defrontar o Técnico em Lisboa.

Essa, no entanto, não foi a primeira participação do Técnico na prestigiada prova. Disputada pela primeira vez em 1965, a Taça Ibérica tem sofrido ao longo dos anos alterações de formato e algumas interrupções. Desde 2013, o troféu tem sido atribuído num só jogo, disputado alternadamente em Portugal e em Espanha, mas, em 1971, o formato era diferente.

Frente a frente, em Madrid, estiveram dois clubes espanhóis (San Sebastian e CN Canoe) e dois portugueses (Técnico e Benfica). No primeiro jogo, o Técnico foi derrotado pelo CN Canoe (27-3), mas garantiu o terceiro lugar ao vencer na última partida o San Sebastian (26-13).

Um dos atletas que esteve em Madrid a defender as cores do Técnico foi Raul Martins, que destaca a importância da competição: “A Taça Ibérica é uma taça de campeões regional que nos projecta para a dimensão europeia.” O antigo capitão do Técnico guarda como “melhor das recordações”, o sentimento de “superar as capacidades com o objetivo de melhor representar o rugby português”.

Tal com Raul Martins, Ricardo Diogo é outra referência do Técnico e afirma que ter tido a possibilidade de jogar em 1998 contra o El Salvador, “foi o momento mais importante enquanto jogador” da sua “equipa de sempre”.

“Onze anos depois de me estrear na equipa sénior – onde comecei a jogar ainda com 17 anos -, depois de ano após ano lutarmos pela permanência na divisão principal, a equipa foi ganhando consistência com o crescimento de uma base construída a partir de uma equipa de juvenis e juniores até alcançarmos o título de campeões nacionais sénior”, recorda Ricardo Diogo o trajecto necessário para levar o Técnico à sua segunda participação na Taça Ibérica.

A terceira será já dia 30, contra o VRAC, uma equipa profissional que tem dominado o rugby espanhol e que, há um ano, venceu pela quarta vez consecutiva a Taça Ibérica.

Jogadores utilizados pelo Técnico em 1971, em Madrid: Roxo Pires, Rui Neves, Carlos Vitório, Luís Manzano, Olavo Leite. António Branco, Joaquim Gomes da Silva, Raul Martins, José Nunes da Silva, Joaquim Barata. Luís Briz, Rui Lince, Carlos Martins, Hélder NN, João Faria, Francisco Ferreira, Júlio Serralha, António Frazão. José Paixão, António Leitão, Pedro Ribeiro. Treinadores: António Barral, Pedro Ribeiro e Raul Martins. Preparador físico: Cesar Pegado.

XV do Técnico em 1998, nas Olaias: 1. Sérgio Ferreira; 2. Paulo Silva; 3. Paulo Marques; 4. Nuno Silva; 5. Andrew Cox; 6. Luís Cavaco; 7. Rui Chanca; 8. Chris Luke; 9. Luís Pissarra: 10. Nuno Mourão; 11. António Quintão; 12. Nuno Frazão; 13. João Salgado; 14. António Maçanita; 15. Rohan Hoffman. Jogaram ainda: Rui Calado; Gonçalo Albino; Luís Guilherme; Bernardo Quintela Ricardo Diogo; Francisco Cordoeiro.

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