Mensagem de Ano Novo

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02/01/2023

Antes de mais, uma palavra de agradecimento aos atletas, sócios, treinadores e restantes colaboradores do Clube que, neste ano difícil, se mantiveram unidos na defesa intransigente dos nossos direitos, com a certeza de que sairemos mais fortes logo que a verdade seja devidamente reposta.

Na ultrapassagem de um ano marcado pelo inusitado afastamento do Técnico da defesa do seu título de Campeão Nacional, e que ficará na história do rugby nacional como uma nódoa inapagável, iniciamos um novo ano que, esperamos, venha a conferir ao Técnico toda a razão que efectivamente lhe assiste neste processo, e que o Tribunal Arbitral de Desporto, de forma absolutamente convincente, confirmou em Agosto passado.

Uma palavra para a forma como é executada a justiça em Portugal, e, neste caso, referimo-nos à desportiva, lamentando que, desrespeitando decisões de um tribunal (não suspensivas por recurso), uma instituição de utilidade pública desportiva possa sonegar que um clube legitimamente participe na principal prova nacional que venceu.

A mesma instituição de utilidade pública desportiva que tem regulamentos desproporcionais, inconstitucionais até, de acordo com a decisão do tribunal (regulamentos esses que ainda mantém desproporcionais, apesar da revisão efectuada), e que actua em conluio total da sua Direcção e dos seus órgãos disciplinares, supostamente independentes, que urdiram um plano que visava o impedimento de recurso por parte do Técnico das suas decisões ilegais – apenas porque o Técnico sempre manifestou legítimas e públicas discordâncias com a actual Direção da FPR.

Instituição de utilidade pública desportiva que, pela primeira vez na história do rugby nacional, impediu que o Clube de Rugby do Técnico, ao abrigo do protocolo que sempre teve com a AEIST, não se tivesse podido defender de “per si”, como sempre o fez anteriormente, “obrigando” a um acordo jurídico que evitará quaisquer equívocos futuros que alguém de má fé possa querer invocar, como foi o caso em apreço.

Enfim, uma anormalidade que não pode ser omitida e que não abdicaremos de corrigir por todos os meios ao nosso alcance.

Sem dúvidas de que a verdade está do nosso lado, é nosso dever e direito lutar contra a prepotência que nos quer privar de continuar a ser um dos principais bastiões do rugby nacional. E é por isto que pensamos que o Técnico irá sair mais forte deste processo, com a consciência de que tudo fez para combater este tipo de abuso, lamentando ter de ser o rugby a pagar a incompetência, para não irmos mais longe, dos seus dirigentes associativos.

No que diz respeito ao panorama nacional, vemos uma regressão dos modelos, criando campeonatos longos e não competitivos, com manifesto apoio a alguns clubes em detrimento de outros, uma política de desenvolvimento inexistente, que apenas é disfarçada pela possibilidade actual de se importarem jogadores, mesmo para a Selecção, situação esta que poderá deixar de ser possível a curto prazo, com as consequências inerentes, e uma comunicação incompetente e negligente, que transporta o rugby, mesmo em vésperas de ida a um Mundial, para um total desconhecimento da opinião pública em geral.

Apesar disto, destacamos a grande qualidade dos jogadores formados nos clubes portugueses que permitiram o apuramento da Selecção Nacional (também com a colaboração de jogadores nossos e de outros formados por nós), comandada por uma equipa técnica competente, para o Campeonato Mundial de 2023, e a quem desejamos um ano de sucessos desportivos.

Bom Ano de 2023 para toda a família do Técnico.
Viva o Técnico

A Direção do Clube de Rugby do Técnico

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